segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Os Primórdios da Marvel Comics



Crônicas de um marvete Marvado

O Cientista que virou Herói

A extrema necessidade de ampliar o seu Panteão de Superseres fez com que Stan Lee em Tales to Astonish #35 de Setembro de 1962, nos presenteasse com um herói diferente: O Homem-formiga! (na carona do sucesso de Homem-aranha) na verdade o curioso herói já havia aparecido anteriormente em uma história mais de suspense e ficção  na edição número 27 de janeiro de 62, da mesma revista, onde o Cietista Hank Pym cria a fórmula de encolher o tamanho de coisas vivas e inanimadas, porém o que era pra ser única aparição, como a maioria dos contos desse título, ganhou alguns meses depois um re-aproveitamento.

               Tales To Astonish #27 - a primeira aparição de Hank Pym e a criação do líquido "encolhedor".

As primeiras histórias do Super-herói seguiram uma tendência mais voltada ao combate a espionagem comunista, ou seja, inserido no contexto de "Guerra Fria" dessa época. Os elementos principais da mitologia do herói foram sendo, aos poucos, incrementados.

       Tales to Astonish #35 - (Re)surge o Homem-formiga. Combate a espionagem foi o mote de suas primeiras aparições.


        Tales to Astonish #35 - é introduzido a capacidade de se comunicar com as formigas através de seu capacete.

As primeiras histórias do personagem acabam por ser repetitivas e com finais 'clichês" ou absurdos, porém na Tales to Astonish vemos a inserção no Universo Marvel do Vilão "Cabeça-de-Ovo" que se tornaria um personagem que voltaria a frequentar as páginas das hqs por muito tempo. Outro dado importante é a concretização do que eu já havia mencionado , anteriormente aqui nessa coluna: os Super-heróis passaram a ser o carro-chefe dos principais títulos da Editora e o Homem-formiga se tornou a principal atração, nesse momento (posteriormente Hulk e Namor também) da Tales to Astonish.
         Em Tales to Astonish #36 Henry Pym torna seu dispositivo de líquido para gasoso , facilitando suas transformações.


                                         Tales to Astonish # 38 - A primeira aparição do abeça-de-Ovo.

O ano de 1962 se encerra com a criação de um grande número de Super-heróis e a adição de vários elementos que viriam a enriquecer a Era Marvel dos quadrinhos que se anunciava. 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Os Primórdios da Marvel Comics


Crônicas de um marvete Marvado

O Leitor na Pele do Herói  

Muitas discussões geram o personagem Homem-Aranha, seja pela "paternidade" do personagem, pela fonte inspiradora e até mesmo sobre os créditos dos roteiros nas revistas do super-herói. O que se pode afirmar é que polêmicas a parte a "cara" da Era Marvel dos quadrinhos é o "Amigão da Vizinhança". O personagem deu a tônica desse período apresentando um modelo de história diferenciado desde seu princípio em Amazing Fantasy #15 de agosto de 1962, quando da sua origem até o final dele com a "Morte da Gwen Stacy" que marca o fim da Era de Prata e inicia a Era de Bronze dos quadrinhos.

                         Amazing Fantasy #15 - Surge a "cara" da Marvel e de seu jeito 'diferente" de fazer quadrinhos.

Reza a lenda que o personagem só teve a chance de ser publicada graças a dois fatores: ao cancelamento próximo da revista em que ia ser publicado o material e ao atraso de Goodman para uma partida de golfe, fazendo ele aceitar pra tirar o insistente Stan Lee do seu pé. 
Entrando um pouco no campo das polêmicas até hoje se discute quais foram as inspirações para a criação do personagem. Segundo Lee a sua inspiração seria um herói dos pulps "the spider" um homem sem poderes que combatia o crime, segundo Kirby seria baseado em uma criação dele e de Joe Simon o "Silver Spider", que pela imagem abaixo guarda algumas semelhanças com o nosso "cabeça de teia", porém quando Lee pediu pra o "Rei" um esboço de uniforme ele fez ele musculosos e portando uma pistola de teias (!?!), passando a missão (ainda bem) para Steve Ditko desenhar ele de forma mais "humana", e que posteriormente também alegou "paternidade" do herói.

        O "Silver Spider" personagem obscuro de Kirby e Simon ao qual Kirby afirmava ser baseado o Homem-Aranha. 

A Grande verdade é que principais elementos desse momento único dos quadrinhos nos foi dado pelo Aracnídeo: Heróis com falhas, assolados por problemas do cotidiano e que interagem com o mundo concreto de forma mais efetiva, com um "plus" a mais, a identificação do leitor com o personagem. Peter é um Nerd, orfão e vítima de bullyng! Ademais em ganhar os poderes de uma aranha radioativa (elemento muito presente no imaginário da época) ele mostra um lado vaidoso e egoísta que culminam na perda de um ente querido, tornando ele alguém atormentado pela culpa. Com o tempo o aperto financeiro, problemas de relacionamento e uma galeria de vilões nunca antes vista vão tornar o Herói o mais conhecido entre todos.

      Amazing Fantasy #15 - Bullyng na escola e problema com o sexo oposto aproximando o personagem de seu público.

                         Amazing Fantasy #15 - Um dos finais mais emocionantes da História dos quadrinhos!

Amazing Fantasy teve seu auge nessa última edição graças ao Homem-Aranha, que viria a ganhar um título próprio em Março de 1963 e iniciar uma jornada que hoje chega a mais de 50 anos.


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Os Primórdios da Marvel Comics



Crônicas de um marvete Marvado

Um Deus em Evolução

Como pude perceber através dessa pesquisa é que a Marvel foi criando, paulatinamente, diversas camadas, calcadas nos detalhes necessários pra se tornar um "Universo" coeso. O Quarteto Fantástico deu a tônica das aventuras espaciais ou subterrâneas. O Aranha nos mostrou o mundo urbano e os conflitos existenciais. O Hulk, infelizmente não fixou em apenas um nicho, porém estava lá os elementos militares que depois se tornariam sua tônica. Thor, aos poucos, foi ocupando a "camada" mitológica.
Em Journey into Mistery #85 de Setembro de 1962, os primeiros elementos que tornaria o personagem que ocuparia essa "área" mitológica seriam apresentados, a começar por uma breve aparição de Asgard e de Heimdall e a Bifrost já em sua segunda página. Parece que Stan Lee e Jack Kirby queriam inserir o leitor aos poucos nesse universo fantástico e exploravam muito pouco esse campo.
                         Journey into Mistery #85 apresenta rapidamente a Asgard a "fortaleza" dos deuses nórdicos... 

Em Journey into Mistery #85 - Asgard, Heimdall e a Bifrost são apresentados rapidamente ao leitor, assim como Loky o deus da trapaça. A história também nos põe uma grande dúvida, por que Thor não se lembra de Loky?como Thor veio parar na Terra? Essa indefinição viraria uma "novela" digna do horário nobre da rede Globo, onde a pressão dos leitores fizeram, anos depois (1968, para se mais exato) contar a origem definitiva do herói. 


                                 Thor não se lembra de Loky? resposta definitiva que virá somente em 1968.


                                                     enquanto hipnotizado é definida a relação martelo e Odin.

No final dessa história Thor envia Loky pra Asgard e rapidamente aparecem outros Asgardianos. é curioso que durante toda a hq não se mencionou o fato de serem irmãos e nem qual crime o vilão cometeu pra estar preso.
                                                            Loky derrotado e enviado pra casa...

Nas edição seguinte o Thor já aparece ajudando os militares e voltam a surgir  detalhes do contexto ao qual estava os EUA inserido: Thor ajudando nos testes dos militares o deserto e a valorização da Bomba Nuclear, mostrada na história com o interesse de um Vilão do futuro que deseja a arma. Usando esse mote, Thor começa a mostrar a tendência a falar mais empolado, o que não é uma constante, mas que com o tempo se acentuará. Além disso o personagem volta apresentar mais algumas possilbilidades de seu contato com Odin, "pai de todos".
                                            Journey into Mistery # 86 - Thor ajudando os militares
                                        Journey into Mistery #86 - Thor clama por ajuda a Odin.
A camada de Mitologia Nórdica viria aos poucos se revelando, tornando as histórias (pelo menos as que não envolviam comunistas e invasões alienígenas) interessantes e cada vez mais atraentes, graças a sensação de continuidade e novidades que passavam a mostrar e principalmente o "descobrimento" (de destapar ou tirar o manto que cobria) dessa fantástica camada do Universo Marvel.





quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Os Primórdios da Marvel Comics



Crônicas de um marvete Marvado

Um Deus Entre Mortais

Os títulos de super-heróis da Editora estavam vendendo cada vez mais, então Martin Goodman encomendou a sua equipe criativa o lançamento de Super-Heróis para ocuparem as páginas de seus títulos de Mistério, Terror, Suspense e SCi-fi, para aumentarem também as vendas dessas hqs, O que foi feito com o lançamento de Homem-aranha nas páginas da última edição de Amazing Fantasy #15 de agosto de 1962 e com Thor, o Deus do trovão, que estreiou em Jorney into Mistery #83 no mesmo mês e ano, tendo como equipe criativa Stan Lee e Jack Kirby . Porém esse personagem não teve a sua origem bem acabada e nem seu nicho de histórias definido. Isso só seria resolvido posteriormente. 

                                            Journey into Mistery # 83 - Thor enfrentando uma invasão alienígena.

Em sua primeira aparição temos a história de como o médico norte-americano Donald Blake encontrou o cajado que o trasnsformaria no Deus Nórdico do Trovão durante uma invasão alienígena na Noruega (Essa uma novidade, pois até então as invasões eram só nos EUA). Ou seja, mesmo o personagem sendo mitológico, essa camada importante do Universo Marvel só seria melhor trabalhada mais a frente.
Dois pontos devemos considerar nas duas primeiras histórias do "Deus do Trovão": a primeira é a coragem de seus criadores Lee e Kirby em utilizar um personagem com alguma conotação religiosa, lembrando que ambos artistas são judeus e mudaram seus nomes pra terem aceitação no mercado, e utilizar um personagem com uma deficiência física, o primeiro de outros que viriam.
                           Jorney into Mistery # 83 - Donald Blake não pode correr em virtude de sua deficiencia física.

Outra coisa importante trazida já na primeira história do "Trovejante" foi a busca por exxplicações cintíficas para a capacidade de voo que os personagens uniformizados tem: O Tocha Humana devido ao fogo ser mais leve que o ar, o Hulk salta não voa, o Thor lança o Martelo e agarra na alça. Thor também inaugura as mudanças de rumo das histórias baseado nos apelos dos leitores: ele começa a falar como um norte-americano e só passa a falar "empolado" a partir das críticas, por carta, de parte dos leitores. Posteriormente, outras mudanças serão feitas graças a essa "pressão" dos fãs, como a inserção de outros elementos mitológicos.
                                                     Jorney into Mistery #83 - explicações que serviram por algum tempo.

Só em sua segunda aparição é que vamos ver as características marcantes da Era Marvel dos quadrinhos: a vida cotidiana, os dilemas e até a visão política da época. Em Jorney into Mistery #84 existem algumas referências a situação política global do momento, personificados na figura do vilão "Executor" e os conflito políticos em um país fictício latino-americano San Diablo, onde uma Revolução estava em processo. Uma clara alusão aos incidentes na ilha de Cuba (Crise dos Mísseis no mesmo ano).

Journey into Mistery #84 - Donald Blake trabalha efetivamente, tem atração pela enfermeira e discute temas políticos.
Como podemos ver na imagem acima, o Doutor Blake se põe como voluntário pra trabalhar em San Diablo, juntamente com outros médicos, coisa muito comum na época e fomentada pelo governo Kennedy, enviar missões médicas, comerciais e também religiosa. Assim com a história toda remete a visão Norteamericana dos conflitos na América Latina bem como a própria Revolução Cubana acontecida três anos antes. 
No combate com as forças do Vilão, vemos os simbolos comunistas estampados nos seus aviões de Guerra, destruídos pelo Deus do Trovão. Assim como a aparência do vilão e sua fama de "mandar pro paredão" remetendo a Ernesto "Che" Guevara e outro a Fidel Castro. Assim como se percebe a brutalidade latina diante do belo e delicado, na figura da enfermeira Jane Foster.

Journey into Mistery #84 - O vilão "Executor", homenagem a "Che" Guevara e seu subalterno, semelhança com Fidel...
Se percebe claramente que a postura da Marvel em suas primeiras era alinhada ao pensamento político dominante na época, separando os "bons" dos "maus" baseados em sua posição ideológica, coisa que mudaria a partir de 1968 e onde a própria editora capitanearia essa mudanças. 



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Diretor de Guardiões da Galáxia definido e vilão BOMBÁSTICO!!!!

 

"Por cerca de um mês houve muita especulação na internet sobre o meu envolvimento com a Marvel e os Guardiões da Galáxia. Até agora eu não disse nada, porque eu estou tentando ser menos impulsivo sobre este projeto do que sou no meu dia-a-dia. Mas na noite passada eu decidi antecipar Kevin Feige e dizer a todos vocês que sim, eu estou reescrevendo e irei dirigir "Os Guardiões da Galáxia".Como um grande fã da Marvel Comics e seus épicos espaciais e raccoons, este é o filme que eu esperava fazer desde que eu tinha nove anos de idade. Kevin, Joss e todas as pessoas da Marvel tem sido ótimos colaboradores até agora, e estamos comprometidos a trazer-lhes algo majestoso, belo e único. Estou muito empolgado. Também sou incrivelmente grato aos fãs e à imprensa por todas as suas palavras de encorajamento e de apoio em relação ao meu envolvimento com este projeto desde que a primeira notícia vazou. Obrigado... Sinceramente, vocês me deixaram tocados. Então é isso, depois das ocasionais fotos do meu cão e do meu gato aqui no Facebook, voltarei a falar com vocês em Agosto de 2014, quando os Guardiões fizerem sua estreia!"

domingo, 23 de setembro de 2012

Os Primórdios da Marvel Comics


Crônicas de Um Marvete Marvado

Um Monstro Incrível!


O fato mais marcante da Segunda Guerra Mundial foi, sem duvida a utilização da Bomba Atômica nas  cidades japonesas de Hiroshima e Nagasáki, como foram populares os casos de espionagem na corrida soviética pela Bomba, através de infiltração no Projeto Manhattan durante os anos 50. Os debates sobre o efeito da Radiatividade também foram tema de intermináveis discussões acadêmicas que povoaram o imaginário da população norte-americana. Esse contexto foi "transmitido" a população através da História do Físico Nuclear Bruce Banner e da criação de uma arma mais poderosa de que todas produzidas anteriormente - A Bomba Gama.
                        Incrivel Hulk #1 - A presença do Exército, os testes no deserto e o protagonista, um Físico Nuclear.


Incrível Hulk #1 - Arte Sensacional de Kirby representando o horror do que seria uma Hecatombe nuclear, quadro que passa o horror, medo e impotência do personagem.

Esses elementos foram amplamente considerados por Stan Lee pra lançar o segundo Herói da Era Marvel, o Incrível Hulk. na verdade a utilização desse contexto, aliado a já conhecida história de utilização de características de "O médico e o Monstro" e "Frankeinstein"... Esses itens se somaram ao incrível sentimento de Ansiedade provocado pela Guerra Fria e retratada nesse novo personagem.
Notamos também algumas inserções do "mundo Real" na história do Segundo Herói da Era Marvel dos quadrinhos, como a utilização do Deserto pra testes, a presença constante do Exército e a personificação do "fins justificam os meios" na figura do General Ross, assim como o espião que se chama Igor, uma clara alusão a um personagem Russo.
Incrivel Hulk #1  - Igor o espião (que na tradução original não tinha pátria definida). Espionagem, corrida armamentista e Guerra fria retratados na estréia do "Verdão".

Mesmo o Hulk demorando um pouco (acho que só em seu segundo volume isso vai se definir) o Gigante Esmeralda (por um feliz erro de impressão) demorou a assumir um contexto de atuação. Enquanto o Quarteto tinha em seu mote as invasões alienígenas, os monstros e conquistadores, as Histórias do "verdão"  não tinham uma definição muito "lógica" em seu primeiro volume (que duraria apenas seis edições). 
                      Incrivel Hulk #2 - A Invasão dos "Homem-sapo"... Indefinição no Nicho de atuação do personagem.

No número dois (maio de 1962) enfrenou a invasão alienígena dos "homem-sapo" e no três o "Mestre do Picadeiro"(julho de 1962) não só nos vilões o nosso verdão carecia de uma identidade definida, pois em suas histórias havia também essa irregularidade, basta notar que primeiro se transformava só a noite , depois  ficava tempo integral como Hulk e controlado por Rick Jones e posteriormente (edição #4) controlará a transformação com um canhão de raios Gamma... Talves por isso, por essa disparidade e falta de definição do personagem ele demorou a ter reconhecimento, vindo o sucesso efetivo apartir dos "Crossover" com outros personagens do Universo que se alinhava e de sua participação na revista Tales to Astonish.

Incrível Hulk #3 - Hulk controlado por Rick Jones e transformado o dia inteiro, diferente das primeiras duas edições... 

   Incrivel Hulk #3 - O Gigante-esmeralda enfrenta o "Mestre do Picadeiro", numa história onde fica de positivo a                            primeira aparição do vilão que voltaria a atormentar os super-heróis Marvel.

Mesmo assim os principais elementos do que constituiríam o nosso "Monstro" favorito foram lançados nesses três primeiros Hqs, como a sua busca por isolamento no deserto, a amizade com Rick Jones, a Paixão contida por Betty Ross, A busca do Exército por sua captura ou eliminação e o sofrimento e agonia do personagem por sua condição, os seja, tudo que tornou o Incrível Hulk um dos Super-heróis mais marcantes do Universo Marvel.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Homem de Ferro 3 - Suspeitei desde o princípio

 Eae galerinha, beleza?
Foi divulgado um concept art do Homem de Ferro 3, que acabou com as suspeitas e dúvidas dos Marvetes. Um certo personagem que apareceu nas gravações deixou muitas pessoas de cabelo em pé, entretanto, parece que a identidade do mesmo não é a que parecia ser.